30/11/2008

Agenda Reforma Íntima



Meta do Mês:
Desenvolver a Piedade e a Compaixão

Pois todas as coisas criadas por Deus são boas, e nada deve ser rejeitado se é recebido com ações de graças, porque pela palavra de Deus e pela oração são santificadas
Paulo (1 Timóteo, 4:4-5)


Meta da Semana: Desenvolver a Piedade
Como: Compartilhe a do próximo e busque diminuí-la.
Sugestão de prece diária: Prece rogando auxilio ao anjo da guarda para o combate ao egoismo.

Com a boa vontade, aprendemos a encontrar o irmão que chora, o companheiro em dificuldade, o doente infeliz, a criança desamparada [...], prestando-lhes cooperação desinteressada, e é por ela que podemos exercitar o dom de servir, através das pequeninas obrigações de cada dia [...].
Meimei (Vários Espíritos, Instruções Psicofônicas, 6.ed., p.208).

26/11/2008

Atributos de Deus - Parte 1

"O mistério não é um muro onde a inteligência esbarra, mas um oceano onde ela mergulha."
[Gustav Thibon]

Pergunta 010 - O homem pode compreender a natureza íntima de Deus?

– Não, falta-lhe, para isso, um sentido.

Pergunta 011 - Um dia será permitido ao homem compreender o mistério da Divindade?

– Quando seu Espírito não estiver mais obscurecido pela matéria e, pela sua perfeição, estiver mais próximo de Deus, então o verá e o compreenderá.

A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus. Na infância da humanidade, o homem O confunde muitas vezes com a criatura, da qual lhe atribui as imperfeições; mas, à medida que o senso moral nele se desenvolve, seu pensamento compreende melhor o fundo das coisas e ele faz uma idéia de Deus mais justa e mais conforme ao seu entendimento, embora sempre incompleta.

24/11/2008

O que te faz melhor


Narra-se que Leonardo Boff, num intervalo de uma conversa de mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, perguntou ao Dalai Lama:

Santidade, qual a melhor religião?

O teólogo confessa que esperava que ele dissesse: É o budismo tibetano. Ou são as religiões orientais, muito mais antigas que o cristianismo.
O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, olhou seu inquiridor bem nos olhos, desconcertando-o um pouco, como se soubesse da certa dose de malícia na pergunta, e afirmou:

A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor.


Para quem sabe sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, Boff voltou a perguntar: O que me faz melhor?
No que ele respondeu:

Aquilo que te faz mais compassivo; aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável...
A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião...

Boff confessa que calou, maravilhado, e até os dias de hoje ainda rumina a resposta recebida, sábia e irrefutável. O Dalai Lama foi ao cerne da questão: a religião deve nos ser útil para a vida, como promotora de melhorias em nossa alma. Não haverá religião mais certa, mais errada, mas sim aquela que é mais adequada para as necessidades deste ou daquele povo, desta ou daquela pessoa. Se ela estiver promovendo o Espírito, impulsionando-o à evolução moral e estabelecendo este laço fundamental da criatura com o Criador – independente do nome que este leve – ela será uma ótima religião. Ao contrário, se ela prega o sectarismo, a intolerância e a violência, é óbvio que ainda não cumpre adequadamente sua missão como religião. O eminente Codificador do Espiritismo, Allan Kardec, quando analisou esta questão, recebeu a seguinte resposta dos Espíritos de luz:
Toda crença é respeitável quando sincera, e conduz à prática do bem. As crenças censuráveis são as que conduzem ao mal.

Desta forma, fica claro mais uma vez que a religião, por buscar nos aproximar de Deus, deve, da mesma forma, nos aproximar do bem, e da sua prática cotidiana. Nenhum ritual, sacrifício, nenhuma prática externa será proveitosa, se não nos fizer melhores. Deveríamos empreender nossos esforços na vida para nos tornarmos melhores. Investir em tudo aquilo que nos faz mais compreensivos, mais sensíveis, mais amorosos, mais responsáveis.
A melhor Doutrina é a que melhor satisfaz ao coração e à razão, e que mais elementos tem para conduzir o homem ao bem.

* * *

Gandhi afirmava que uma vida sem religião é como um barco sem leme.
Certamente todos precisamos de um instrumento que nos dirija. Assim, procuremos aquela religião que nos fale à alma, que nos console e que nos promova como Espíritos imortais que somos.
Transmitamos às nossas crianças, desde cedo, esta importância de manter contato com o Criador, e de praticar o bem, acima de tudo.


Redação do Momento Espírita com base no item 838 de O livro dos espíritos, no item 302 de O livro dos médiuns, ambos de Allan Kardec, ed. Feb e no livro Espiritualidade, um caminho de transformação,de Leonardo Boff, ed. Sextante.
Em 26.06.2008.

23/11/2008

Reforma Íntima


"Um dia todos nós seremos anjos..." Grupo Sal da Terra


Por que a Reforma Íntima?

Porque é o meio de nos libertarmos das imperfeições e de fazermos objetivamente o trabalho de burilamento dentro de nós, conduzindo-nos compativelmente com as aspirações que nos levam ao aprimoramento do nosso espírito.

Para que a Reforma Íntima?

Para transformar o homem e a partir dele, toda a humanidade, ainda tão distante das vivências evangélicas. Urge enfileirarmo-nos ao lado dos batalhadores das ultimas horas, pelos nossos testemunhos, respondendo aos apelos do Plano Espiritual e integrando-nos na preparação cíclica do Terceiro Milênio.

Onde fazer a Reforma Íntima?

Primeiramente dentro de nós mesmos, cujas transformações se refletirão depois em todos os campos de nossa existência, no nosso relacionamentos com familiares, colegas de trabalho, amigos e inimigos e, ainda, nos meios em que colaborarmos desinteressadamente com serviços ao próximo.

Quando fazer a Reforma Íntima?

O momento é agora e já; não há mais o que esperar. O tempo passa e todos os minutos são preciosos para as conquistas que precisamos fazer no nosso íntimo.

*****

O Sementeira On-line convida você, leitor, visitante, amigo e colaborador a vivenciar conosco a experiência da reforma íntima.
A cada domingo, o Sementeira postará a Meta da Semana. Nela constarão:
  1. Reflexão em torno do Evangelho;
  2. Meta do Mês;
  3. Meta da Semana;
  4. Sugestão de prece para a semana.
Nosso compromisso será:
  1. Redobrar nossa atenção nas nossas atitudes envolvendo a Meta da Semana e do Mês.
  2. Relaizar, diariamente, o tema sugerido para prece da semana.
Pedimos que, aqueles que resolverem fazer parte desse movimento, deixem aqui seus posts, como incentivo para aqueles que ainda tem dúvidas quanto à sua reforma íntima, com sugestões e críticas, e com relatos também! Pois nada como a experiência pessoal para arrastar multidões, não é mesmo?

Venha fazer parte desse movimento!

19/11/2008

Provas da Existência de Deus - Parte 2

"O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano."
[Isaac Newton]

Pergunta 007 - Poderemos encontrar a causa primária da formação das coisas nas propriedades íntimas da matéria?

– Mas, então, qual teria sido a causa dessas propriedades? Sempre é preciso uma causa primária.

Atribuir a formação primária das coisas às propriedades íntimas da matéria seria tomar o efeito pela causa, porque essas propriedades são elas mesmas um efeito que deve ter uma causa.

Pergunta 008 - O que pensar da opinião que atribui a formação primária a uma combinação acidental e imprevista da matéria, ou seja, ao acaso?

– Outro absurdo! Que homem de bom senso pode conceber o acaso como um ser inteligente? E, além de tudo, o que é o acaso? Nada.

A harmonia que regula as atividades do universo revela combinações e objetivos determinados e, por isso mesmo, um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso seria um contra-senso, porque o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. Um acaso inteligente não seria mais um acaso.

Pergunta 009 - Onde é que se vê na causa primária a manifestação de uma inteligência suprema e superior a todas as inteligências?

– Tendes um provérbio que diz: “Pela obra reconhece-se o autor.” Pois bem: olhai a obra e procurai o autor. É o orgulho que causa a incredulidade. O homem orgulhoso não admite nada acima dele; é por isso que se julga um espírito forte. Pobre ser, que um sopro de Deus pode abater!

Julga-se o poder de uma inteligência por suas obras. Como nenhum ser humano pode criar o que a natureza produz, a causa primária é, portanto, uma inteligência superior à humanidade.

Quaisquer que sejam os prodígios realizados pela inteligência humana, essa inteligência tem ela mesma uma causa e, quanto mais grandioso foro que ela realize, maior deve ser a causa primária. É essa inteligência superior que é a causa primária de todas as coisas, qualquer que seja o nome que o homem lhe queira dar.

17/11/2008

Amados e amáveis


Todos desejamos ser amados. Mas será que já compreendemos a necessidade de sermos amáveis?

A História nos conta que todos os que foram hóspedes de Theodore Roosevelt, o Presidente americano, ficaram espantados com a extensão e a diversidade dos seus conhecimentos.
Fosse um vaqueiro ou um domador de cavalos, um político ou diplomata, Roosevelt sabia o que lhe dizer.
E como fazia isso? A resposta é simples:
Todas as vezes que ele esperava um visitante, passava acordado até tarde, na véspera, lendo sobre o assunto que sabia interessar particularmente àquele hóspede.
Porque Roosevelt sabia, como todos os grandes líderes, que a estrada real para o coração de um homem é lhe falar sobre as coisas que ele mais estima.
O ensaísta e outrora professor de literatura em Yale, William Phelps, aprendeu cedo esta lição.
Narra a seguinte experiência:

Quando tinha oito anos de idade, estava passando um final de semana com minha tia.
Certa noite chegou um homem de meia idade que, depois de uma polida troca de gentilezas, concentrou sua atenção em mim.
Naquele tempo, andava eu muito entusiasmado com barcos, e o visitante discutiu o assunto, de tal modo, que me deu a impressão de estar particularmente interessado no mesmo.
Depois que ele saiu, falei vibrante: Que homem!
Minha tia me informou que ele era um advogado de Nova York, que não entendia coisa alguma sobre barcos, nem tinha o menor interesse no assunto.
Mas, então, por que falou todo o tempo sobre barcos?
Porque ele é um cavalheiro. Viu que você estava interessado em barcos, e falou sobre coisas que lhe interessavam e lhe causavam prazer. Fez-se agradável!

Inspirados nessas duas ricas experiências, indagamos: será que nos esforçamos para nos tornarmos agradáveis aos outros?
Será que encontramos neste mundo cavalheiros com tais características de altruísmo e polidez?
São raros, infelizmente.
Por isso, a lição nos mostra mais um caminho para a verdadeira caridade, ou mais uma sutil nuança desta virtude.
Se desejamos ser amados, obviamente que precisamos nos esforçar para sermos amáveis!
A amabilidade é esta qualidade ou característica de quem é amável, por definição.
É ser polido, cortês, afável. É agir com complacência.
Allan Kardec, ao estudar a afabilidade e a doçura, na obra O Evangelho segundo o Espiritismo, conclui:

A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que são a sua manifestação.

* * *

Não será porque sorrias a todo instante que conseguirás o milagre da fraternidade. A incompreensão sorri no sarcasmo e a maldade sorri na vingança.
Não será porque espalhes teus ósculos com os outros que edificarás o teu santuário de carinho. Judas, enganado pelas próprias paixões, entregou o Mestre com um beijo.
Por outro lado, não é porque apregoas a verdade, com rigor, que te farás abençoado na vida.
Na alegria ou na dor, no verbo ou no silêncio, no estímulo ou no aviso, acende a luz do amor no coração e age com bondade.
Cultiva a brandura sem afetação. E a sinceridade, sem espinhos. Somente o amor sabe ser doce e afável (...).

Redação do Momento Espírita com base no cap. 6, pt. 2, do livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dalle Carnegie, ed. Companhia Nacional; no item 6, do cap. IX do livro O evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb e no cap. Afabilidade e doçura, do livro Escrínio de luz, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. O clarim.

Em 25.06.2008.

12/11/2008

Provas da Existência de Deus - Parte 1

"O coração humano recusa-se a acreditar num universo sem uma finalidade."
[Kant]

Pergunta 004 - Onde podemos encontrar a prova da existência de Deus?

– Num axioma que aplicais às vossas ciências: não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem, e a vossa razão vos responderá.

Para acreditar em Deus, basta ao homem lançar os olhos sobre as obras da criação. O universo existe, portanto ele tem uma causa. Duvidar da existência de Deus seria negar que todo efeito tem uma causa e admitir que o nada pôde fazer alguma coisa.

Pergunta 005 - Que conclusão podemos tirar do sentimento intuitivo que todos os homens trazem em si mesmos da existência de Deus?

– A de que Deus existe; de onde lhes viria esse sentimento se repousasse sobre o nada? É ainda uma conseqüência do princípio de que não há efeito sem causa.

Pergunta 006 - O sentimento íntimo que temos em nós da existência de Deus não seria o efeito da educação e das idéias adquiridas?

– Se fosse assim, por que vossos selvagens teriam também esse sentimento?

Se o sentimento da existência de um ser supremo fosse o produto de um ensinamento, não seria universal. Somente existiria naqueles que tivessem recebido esse ensinamento, como acontece com os conhecimentos científicos.

10/11/2008

Três imperativos


Em uma conhecida passagem evangélica, Jesus afirma:

Pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e se abrirá.

Pedir, buscar e bater são os três imperativos da recomendação do Cristo.
O problema consiste em aplicar sabiamente esses comandos.
A existência humana nem sempre é tranqüila.
Freqüentemente não é fácil identificar a conduta correta.
Perante os reclamos e os valores do mundo, a fronteira entre o certo e o errado se esfumaça.
Os convites mundanos são muito sedutores e se apresentam como algo razoável.
Negá-los, às vezes, parece uma insensata submissão a hábitos demasiado rígidos.
Fica-se entre o dever e a vontade.
Nesse embate, a razão não raro se impressiona com os exemplos alheios e apresenta o dever como conduta antiquada.
Surge a idéia de que, se todos fazem algo, isso deve ser normal.
O problema é que ninguém nasce na Terra para seguir exemplos desvirtuados e viver exóticas fantasias.
Todos os homens são Espíritos e sua morada natural é no Plano Espiritual.
Quando aqui renascem é para cumprir programas de superação de velhos vícios e desenvolvimento de variadas virtudes.
A finalidade do existir terreno é a transcendência, jamais a adoção de comportamento mais apropriado aos animais irracionais.
Embora as conveniências mundanas figurem determinados hábitos como aceitáveis, nem por isso eles deixam de comprometer espiritualmente quem os adota.
Os exemplos de condutas desvirtuadas são os mais diversos.
Tem-se a vivência sexual apartada de vínculos afetivos e de uma proposta de vida em comum.
Há também a desonestidade de qualquer ordem, a indiferença perante os miseráveis, o abandono moral ou material de pais idosos ou enfermos.
Embora se tente justificar com novos valores, com a correria da vida moderna, não há argumento que converta atos levianos e indignos em conduta louvável.
Nesse emaranhado de lutas e dúvidas, convém refletir sobre os três imperativos da exortação do Cristo.
É preciso aprender a pedir caminhos de libertação da antiga cadeia de maus hábitos.
É necessário desejar com força a saída do escuro círculo no qual a maioria das criaturas perde a visão dos interesses eternos.
Após pedir com correção, impõe-se o buscar.
O ato de buscar constitui um esforço seletivo.
O mundo segue pleno de solicitações inferiores, mas urge localizar a ação digna e libertadora.
Muitos perseguem miragens perigosas, como mariposas que se apaixonam pela claridade de um incêndio.
Convém aprender a buscar o bem legítimo, o desejo de ser melhor, de superar-se, de
transcender.
Estabelecido o roteiro edificante, chega o momento de bater à porta da edificação.
Bater tem o sentido de esforço metódico e contínuo.
Sem persistência, é difícil transformar as experiências humanas em fatores de libertação para a eternidade.
Não basta, pois, pedir sem rumo, procurar sem análise e agir sem objetivo elevado.
Urge pedir ao Pai Celestial a libertação do passado de equívocos.
Mas também é preciso buscar atividades nobres e nelas localizar o próprio esforço de redenção.

Pedir, buscar e bater. Esses três verbos contêm um roteiro de libertação, com destino a vivências sublimes. É necessário apenas bem utilizá-los.

Pense nisso.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. CIX, do livro Pão nosso, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 13.06.2008.