31 de jul. de 2009

Quem Eu Sou?

"Possuímos em nós mesmos, pelo pensamento e a vontade, um poder de ação que se estende muito além dos limites de nossa esfera corpórea."
[Allan Kardec]


Penso em Deus, penso na vida, penso em tudo que me cerca e me interrogo a respeito da função de tudo quanto vibra, de tudo quanto existe sob os céus e guardo grande ansiedade de saber sobre mim mesmo.
Quem sou eu no contexto do universo?
Serei, tão-somente, um corpo que desfila inteligentes quão misteriosas habilidades?
Serei um caminhante solitário, em meio à gigantesca massa humana, destinado a encarar complicados problemas, a enfrentar desafios?
Serei um átomo excitado diante dos esplendores das incontáveis galáxias?
Serei, porventura, produto da casualidade sem projeto, sem programa, sem razão de ser?
Como explicar-me a mim próprio como um itinerante aprendiz das pautas do infindo cosmo?
Serei alguém fadado ao sofrimento, a chorar de pesar em todos os momentos?
Serei um ser destinado à intensa dor, duradoura, sem esperança de tempos melhores, de felicidade?
Serei um indivíduo levado pelas mãos do desencanto à estalagem das ansiedades e das frustrações?
Somente há dor e fel por onde eu possa trilhar, como se toda a existência não passasse de um fumo entediante, asfixiante, a sugar-nos a vontade de avançar, de sorrir, de louvar?
Retorno à fonte do meu senso interno e vejo que há lucidez em cada coisa que existe, em cada ser que erra.
Sinto que não nascemos pra ser tristes e viver entre dor, gemido e pranto, mas, aqui estamos para alcançar o bem mais santo, e avançar para o progresso e conquistar o encanto de agir com Deus nas lutas do mundo, de vibrar na alegria, no júbilo fecundo, até o tempo longínquo da áurea plenitude.
Sinto que sou caminhante do infinito, e, não obstante o horror, a amargura, o choro, o grito, embora estando na terra entre teimosias, aflito, o meu destino é sem dúvida estelar.
Agora sei que nasci para servir, pra ser feliz, crescer e amar.
Cheguei ao mundo nos planos do Criador, que espera que me faça um lavrador a semear nos corações, em redor dos meus passos, as sementes de esperança, de alegria e de paz, que onde eu vá me transforme num servidor da verdade, do trabalho e da harmonia.
Sei que sou cidadão universal, irmão da humanidade, indubitavelmente, filho do Deus altíssimo, bom, justo e clemente, dotado do melhor recurso para fazer brilhar a divina luz em mim.
E, ante os desafios terrenos, dizer não ou dizer sim, com responsabilidade, com razão e com ternura.
Sou caminhante da eternidade.
Sou dedicado aprendiz buscando disciplina, revestido de um manto de matéria fina, quintessência, formosura que impulsiona para Deus.
E agora que me vejo repleto de certezas que me asseguram a estabilidade na consciência do que sou, sei que imerso no hálito paterno do Criador da vida me completo, a cada dia vivendo virtudes, transformando em ternuras gestos rudes, suavizando o que sou para o futuro, obra-prima de Deus, luz coagulada, a galgar a evolução em toda estrada, o que é do senhor sagrado fim, ver-me, astro a brilhar, nas rotas do infinito.

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Nesta bela página ditada pelo Espírito Ivan de Albuquerque, através da mediunidade de Taul Teixeira, encontramos a resposta transcendente para a pergunta que cala fundo em nós: "quem sou eu?"


[Equipe de Redação do Momento Espírita,

adaptação de mensagem do Espírito Ivan de Albuquerque,

psicografada em 03.7.2002,

na Sociedade Espírita Fraternidade,

em Niterói-RJ, pelo médium Raul Teixeira.]

24 de jul. de 2009

Mães e filhos


Pela Internet recebi outro dia uma carta assim:
"Sempre soube que ela era importante para mim.
Só não sabia o quanto ela era realmente valiosa e especial.
Sempre imaginei que se um dia ela me faltasse, eu sentiria sua falta.
Mas nunca calculei o que sua falta verdadeiramente representaria para mim.
Sempre me disseram que amor de mãe é algo diferente, sublime, quase divino.
Sempre me disseram tantas coisas a respeito desse relacionamento: mães e filhos.
Tanto disseram, mas foi pouco o que eu ouvi e entendi sobre isso.
Banalizei.
Não acreditei.
Até o dia em que ela se foi.
Era uma tarde de final de primavera.
O vento brando soprava e em minha casa não havia a mais leve suspeita da dor que se avizinhava.
De repente, a notícia.
Mas não poderia ser verdade.
Não, Deus não permitiria que as mães morressem.
Não assim.
Não a minha.
Engano meu.
Era verdade.
A verdade mais cruel e mais dura que meu coração precisou encarar, enfrentar, suportar.
Ela partiu sem me dizer adeus, sem me dar mais um abraço, mais um beijo, sem me pegar no colo pela última vez, sem me dizer como fazer para prosseguir só, dali para frente ...
Simplesmente partiu.
E uma ferida no meu peito se abriu.
Ferida que não cicatriza, que não sara, que não passa.
É a falta que ela me faz.
É minha tristeza por querer seu aconchego mais uma vez, seu consolo, sua orientação segura.
Querer seu cafuné antes do meu adormecer, sua voz antes do meu despertar.
Sua presença silenciosa em meus momentos de angústia, sua mão amiga a me amparar e confortar.
Querer outra vez ouvir seu sussurro baixinho me dizendo que tudo vai dar certo e que tudo vai acabar bem.
É uma saudade que aperta meu coração e me faz derramar lágrimas às escondidas.
É uma dor de arrependimento por todas as mal-criações que fiz, pelas palavras atravessadas e rudes que lhe disse.
Arrependimento porque agora sei que mãe é mesmo alguém muito especial e porque me dou conta de que os filhos só percebem isso muito tarde.
Tarde demais, como eu."
A morte é um afastamento temporário entre os seres que habitam planos diversos da vida.
Embora saibamos disso é compreensível a dor que atinge aqueles que se vêem afastados de seus amores pela ocorrência da morte.
Muitas vezes essa angústia decorre do arrependimento pelas condutas equivocadas que os feriram, ou que não demonstrar o verdadeiro afeto que sentíamos por aqueles que partiram.
Às vezes são as mães que partem, outras são os filhos, ou os pais, os amigos ...
E tantas coisas deixam de ser ditas, de ser feitas, de ser vividas ...

Pense nisso!

A vida é marcada por acontecimentos inesperados que a transformam, muitas vezes, de modo irreversível.
Cuide de seus amores porque, embora eles sejam para sempre, poderão não estar sempre ao seu lado.



[Equipe de Redação do Momento Espírita,

com base em carta de autoria desconhecida.]

17 de jul. de 2009

A Porta Mais Larga do Mundo

"A prudência é a filha mais velha da sabedoria."
[Victor Hugo]


Conta-se que um dia um homem parou na frente do pequeno bar, tirou do bolso um metro, mediu a porta e falou em voz alta: dois metros de altura por oitenta centímetros de largura.
Admirado mediu-a de novo.
Como se duvidasse das medidas que obteve, mediu-a pela terceira vez. E assim tornou a medi-la várias vezes.
Curiosas, as pessoas que por ali passavam começaram a parar.
Primeiro um pequeno grupo, depois um grupo maior, por fim uma multidão.
Voltando-se para os curiosos o homem exclamou, visivelmente impressionado: "parece mentira!" esta porta mede apenas dois metros de altura e oitenta centímetros de largura, no entanto, por ela passou todo o meu dinheiro, meu carro, o pão dos meus filhos; passaram os meus móveis, a minha casa com terreno.
E não foram só os bens materiais. Por ela também passou a minha saúde, passaram as esperanças da minha esposa, passou toda a felicidade do meu lar...
Além disso, passou também a minha dignidade, a minha honra, os meus sonhos, meus planos...
Sim, senhores, todos os meus planos de construir uma família feliz, passaram por esta porta, dia após dia... gole por gole.
Hoje eu não tenho mais nada... Nem família, nem saúde, nem esperança.
Mas quando passo pela frente desta porta, ainda ouço o chamado daquela que é a responsável pela minha desgraça...
Ela ainda me chama insistentemente...
Só mais um trago! Só hoje! Uma dose, apenas!
Ainda escuto suas sugestões em tom de zombaria: "você bebe socialmente, lembra-se?"
Sim, essa era a senha. Essa era a isca. Esse era o engodo.
E mais uma vez eu caía na armadilha dizendo comigo mesmo: "quando eu quiser, eu paro".
Isso é o que muita gente pensa, mas só pensa...
Eu comecei com um cálice, mas hoje a bebida me dominou por completo.
Hoje eu sou um trapo humano... E a bebida, bem, a bebida continua fazendo as suas vítimas.
Por isso é que eu lhes digo, senhores: esta porta é a porta mais larga do mundo! Ela tem enganado muita gente...
Por esta porta, que pode ser chamada de porta do vício, de aparência tão estreita, pode passar tudo o que se tem de mais caro na vida.
Hoje eu sei dos malefícios do álcool, mas muita gente ainda não sabe. Ou, se sabe, finge que não, para não admitir que está sob o jugo da bebida.
E o que é pior, têm esse maldito veneno, destruidor de vidas, dentro do próprio lar, à disposição dos filhos.
Ah, se os senhores soubessem o inferno que é ter a vida destruída pelo vício, certamente passariam longe dele e protegeriam sua família contra suas ameaças.
Visivelmente amargurado, aquele homem se afastou, a passos lentos, deixando a cada uma das pessoas que o ouviram, motivos de profundas reflexões.

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Você sabia que, segundo o Ministério da Saúde, no ano de 2001 foram internados 84.467 brasileiros por transtornos mentais e comportamentais devido ao uso do álcool, demandando um gasto de mais 60 milhões de reais?
Ainda segundo o Ministério da Saúde, o álcool é a droga mais usada pelos jovens no Brasil.
Segundo pesquisa realizada em 14 capitais brasileiras em 2001, pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), o consumo começa cedo: em média, aos 13 anos. E o pior é que o álcool é a porta principal de acesso às demais drogas.
E você sabia que a influência da TV e do Cinema nos hábitos de crianças e adolescentes foi recentemente comprovada por pesquisadores da Escola de Medicina de Dartmouth, nos Estados Unidos?
Por todas essa razões, vale a pena orientar nosso filho para que não seja mais um a aumentar essas tristes estatísticas.

[Equipe de Redação do Momento Espírita,

com base em história de autoria desconhecida

e em matéria publicada pela Folha de São Paulo em 24/03/2002,

intitulada “Nunca se bebeu tanto na TV".]

10 de jul. de 2009

Ambição e Ética

"Erros são, no final das contas, fundamentos da verdade. Se um homem não sabe o que uma coisa é, já é um avanço do conhecimento saber o que ela não é."
[Carl Gustav Jung]



O consultor de empresas e conferencista Stephen Kanitz escreveu um artigo intitulado "Ambição e Ética", que foi publicado na revista Veja, do qual extraímos algumas reflexões.
Kanitz define a ambição como sendo tudo o que você pretende fazer na vida. São seus objetivos, seus sonhos, suas resoluções.
As pessoas costumam ter como ambição ganhar muito dinheiro, casar com uma moça ou um moço bonito ou viajar pelo mundo afora.
A mais pobre das ambições é querer ganhar muito dinheiro, porque dinheiro por si só não é objetivo: é um meio para alcançar sua verdadeira ambição, como, por exemplo, viajar pelo mundo.
Já a ética são os limites que você se impõe na busca de sua ambição. É tudo que você não quer fazer na luta para conseguir realizar seus objetivos. Como não roubar, não mentir ou pisar nos outros para atingir sua ambição, ou seja, é o conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão.
A maioria dos pais se preocupa bastante quando os filhos não mostram ambição, mas nem todos se preocupam quando os filhos quebram a ética.
Se o filho colou na prova, não importa, desde que tenha passado de ano, o objetivo maior.
Algumas escolas estão ensinando a nossos filhos que ética é ajudar os outros. Isso, porém, não é ética, é ambição.
Ajudar os outros deveria ser um objetivo de vida, a ambição de todos, ou pelo menos da maioria. Aprendemos a não falar em sala de aula, a não perturbar a classe, mas pouco sobre ética.
O problema do mundo é que normalmente decidimos nossa ambição antes de nossa ética, quando o certo seria o contrário.
E por quê? Por que dependendo da ambição, torna-se difícil impor uma ética que frustrará nossos objetivos.
Quando percebemos que não conseguiremos alcançar nossos objetivos, a tendência é reduzir o rigor ético, e não reduzir a ambição.
O mundo conheceu a história de uma estagiária na casa branca, que colocou a ambição na frente da ética e tirou o partido democrata do poder, numa eleição praticamente ganha, devido ao enorme sucesso da economia na sua gestão.
Não há nada de errado em ser ambicioso, desde que se defina cedo o comportamento ético.
Quando a ambição passa por cima da ética como um rolo compressor, o resultado é o que podemos acompanhar nos noticiários que ocupam as manchetes em nosso país. Assim, para mudar definitivamente essa situação, é preciso estabelecer um limite para nossa ambição não nos permitindo, em hipótese alguma, violar a ética para satisfação pessoal, em detrimento do coletivo.
Conforme ensinou Jesus, "seja o seu falar: sim, sim, não, não". Seja em que situação for.
E se estiver difícil definir se estamos agindo com ética ou não, basta imaginar como julgaríamos esse ato, se praticado por outra pessoa.
Se o condenamos é porque não é ético. Se o aprovamos e julgamos justo, então podemos seguir em frente.

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Defina sua ética quanto antes possível. A ambição não pode antecedê-la, é ela que tem de preceder à sua ambição.



[Equipe de Redação do Momento Espírita,

baseado em artigo de Stephen Kanitz

publicado na revista Veja do dia 24 de janeiro de 2001.]

4 de jul. de 2009

Sugestão de Filme: Bezerra de Menezes


Informações Técnicas
Título no Brasil: Bezerra de Menezes: O Diário de Um Espírito
Título Original: Bezerra de Menezes: o Diário de um Espírito
País de Origem: Brasil
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 75 minutos
Ano de Lançamento: 2008
Estréia no Brasil: 29/08/2008
Site Oficial: http://www.bezerrademenezesofilme.com.br
Estúdio/Distrib.: Fox Film
Direção: Glauber Filho / Joe Pimentel


Elenco
Carlos Vereza
Lúcio Mauro
Caio Blat
Paulo Goulart Filho
Nanda Costa


SINOPSE: O filme acompanha a vida do médico Bezerra de Menezes (Carlos Vereza), conhecido como o médico dos pobres. A narrativa tem início na infância do personagem, no sertão nordestino. Aos 18 anos, o protagonista inicia no Rio de Janeiro seus estudos de Medicina. Lá, elegeu-se vereador e deputado em várias legislaturas e defendeu as idéias abolicionistas. Mas o que lhe trouxe o maior reconhecimento foi o trabalho anônimo realizado em prol dos desfavorecidos.



Ele nasceu em 1831, na região do Riacho do Sangue, no Ceará. Aos 15 anos foi para o Rio de Janeiro, onde estudou Medicina. Bezerra de Menezes foi militar, médico, jornalista, escritor e um abolicionista convicto. Chegou a exercer o cargo de deputado geral do Rio de Janeiro pelo partido Conservador, mas abandonou a política por ter se decepcionado com a corrupção na vida pública.

Já com mais de 50 anos de idade, Bezerra de Menezes conheceu e adotou a Doutrina Espírita. Nesse tempo, já exercia a medicina como sacerdócio e tal foi sua dedicação aos pobres que no exercício da cura aos doentes perdeu os seus bens. Bezerra de Menezes fundou a Federação Espírita Brasileira e em 1900 desencarnou. Segundo Glauber Filho, há relatos de pessoas que foram curadas por ele mesmo depois de morto.

“O filme não é panfletário da Doutrina Espírita. Mostra o espírito de caridade, de amor ao próximo, tão exercitados por Bezerra de Menezes”, destaca o diretor do filme, informando que é sua pretensão que a película ocupe emissoras de televisão e seja disponibilizado em DVD.

3 de jul. de 2009

Sem Deixar Para Amanhã

“A morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas.”
[Leo Buscaglia]


A vida sempre surpreende. Ou talvez se deva dizer que a morte surpreende a vida? Afinal, ela sempre aparece em momento inoportuno.
Quando estamos para nos aposentar e gozar do que consideramos um merecido descanso. Ou quando estamos nos preparando para o casamento.
Ou, ainda, quando acabamos de passar por um concurso que nos garantiria uma carreira de sucesso.
Por isso mesmo, nunca devemos deixar para amanhã as declarações de afeto.
Por vezes, tivemos um professor que nos influenciou muito e realmente deu sentido, propósito e direção à nossa vida. Entretanto, nunca reservamos um tempo para lhe agradecer.
De repente, ele morre e ficamos a pensar: "meu Deus, ao menos eu deveria lhe ter escrito uma carta."
De outras, brigamos com alguém e punimos a pessoa com nosso silêncio. Passam-se os dias, os meses, os anos.
E continuamos com a punição. Aí a pessoa morre.
O que acontece? Quase sempre o remorso nos alcança e começamos a cogitar: "eu devia ter falado com ela."
Para compensar a nossa culpa, vamos à floricultura e compramos muitas flores, para enfeitar o caixão, a sala mortuária, o túmulo.
Teria sido muito mais compensador ter comprado algumas flores antes, um pequeno ramalhete e ter tentado fazer as pazes. Reatar a afeição.
É até possível que a pessoa rejeitasse as flores, as jogasse no chão. E nos desse as costas. Mas, então, o problema não seria mais nosso, mas exclusivamente dela.
Um dos exemplos mais comoventes a respeito do arrependimento por deixar para depois, nos vem de uma carta escrita por uma jovem americana ao namorado.
É mais ou menos assim: "lembra-se do dia em que eu pedi emprestado seu carro novo e o amassei?
Achei que você ia me matar, mas você não me matou.
Lembra-se de quando eu o arrastei para ir à praia, e você disse que ia chover, e choveu?
Pensei que você fosse dizer: ‘eu não a avisei?’, mas você não falou.
Lembra-se da época em que eu paquerava todos os rapazes para lhe fazer ciúmes, e você ficava com ciúmes?
Achei que você fosse me deixar, mas você não me deixou.
E quando deixei cair torta de amora nas suas calças novas?
Pensei que você nunca mais fosse olhar para mim, mas isso não aconteceu.
E quando me esqueci de lhe dizer que o baile era a rigor, e você apareceu de jeans?
Achei que você fosse me bater, mas você não me bateu.
Havia tantas coisas que eu queria fazer para você quando você voltasse do Vietnã...
Mas você não voltou..."

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Não permitamos que a morte arrebate a chance de dizermos o quanto amamos as pessoas.
O quanto elas são importantes para nós. Pode ser uma avó, um irmão, um amigo.

Não necessariamente somente pessoas do círculo familiar. Aprendamos a esboçar gestos de amor e a dizer palavras que alimentam a alma do outro.
Mesmo que um dia alguém nos tenha dito que não é bom o outro saber que o amamos, porque se aproveitará de nós.
Mesmo que outro alguém tenha insinuado que parecemos tolos quando ficamos afirmando a intensidade do nosso amor, da nossa amizade e da nossa ternura.
O ser mais perfeito que andou pela Terra, o Mestre Galileu, não temeu demonstrar amor e dizer: "amai-vos como eu vos amei."



[Equipe de Redação do Momento Espírita

com base no cap. "O Casulo e a Borboleta",

do livro O Túnel e a Luz,

de Elisabeth Kübler-Ross,

ed. Verus.]