04/07/2009

Sugestão de Filme: Bezerra de Menezes


Informações Técnicas
Título no Brasil: Bezerra de Menezes: O Diário de Um Espírito
Título Original: Bezerra de Menezes: o Diário de um Espírito
País de Origem: Brasil
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 75 minutos
Ano de Lançamento: 2008
Estréia no Brasil: 29/08/2008
Site Oficial: http://www.bezerrademenezesofilme.com.br
Estúdio/Distrib.: Fox Film
Direção: Glauber Filho / Joe Pimentel


Elenco
Carlos Vereza
Lúcio Mauro
Caio Blat
Paulo Goulart Filho
Nanda Costa


SINOPSE: O filme acompanha a vida do médico Bezerra de Menezes (Carlos Vereza), conhecido como o médico dos pobres. A narrativa tem início na infância do personagem, no sertão nordestino. Aos 18 anos, o protagonista inicia no Rio de Janeiro seus estudos de Medicina. Lá, elegeu-se vereador e deputado em várias legislaturas e defendeu as idéias abolicionistas. Mas o que lhe trouxe o maior reconhecimento foi o trabalho anônimo realizado em prol dos desfavorecidos.



Ele nasceu em 1831, na região do Riacho do Sangue, no Ceará. Aos 15 anos foi para o Rio de Janeiro, onde estudou Medicina. Bezerra de Menezes foi militar, médico, jornalista, escritor e um abolicionista convicto. Chegou a exercer o cargo de deputado geral do Rio de Janeiro pelo partido Conservador, mas abandonou a política por ter se decepcionado com a corrupção na vida pública.

Já com mais de 50 anos de idade, Bezerra de Menezes conheceu e adotou a Doutrina Espírita. Nesse tempo, já exercia a medicina como sacerdócio e tal foi sua dedicação aos pobres que no exercício da cura aos doentes perdeu os seus bens. Bezerra de Menezes fundou a Federação Espírita Brasileira e em 1900 desencarnou. Segundo Glauber Filho, há relatos de pessoas que foram curadas por ele mesmo depois de morto.

“O filme não é panfletário da Doutrina Espírita. Mostra o espírito de caridade, de amor ao próximo, tão exercitados por Bezerra de Menezes”, destaca o diretor do filme, informando que é sua pretensão que a película ocupe emissoras de televisão e seja disponibilizado em DVD.

28/06/2009

Sem Deixar Para Amanhã

"A morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas."
[Leo Buscaglia]

A vida sempre surpreende. Ou talvez se deva dizer que a morte surpreende a vida? Afinal, ela sempre aparece em momento inoportuno.
Quando estamos para nos aposentar e gozar do que consideramos um merecido descanso. Ou quando estamos nos preparando para o casamento.
Ou, ainda, quando acabamos de passar por um concurso que nos garantiria uma carreira de sucesso.
Por isso mesmo, nunca devemos deixar para amanhã as declarações de afeto.
Por vezes, tivemos um professor que nos influenciou muito e realmente deu sentido, propósito e direção à nossa vida. Entretanto, nunca reservamos um tempo para lhe agradecer.
De repente, ele morre e ficamos a pensar: "meu Deus, ao menos eu deveria lhe ter escrito uma carta."
De outras, brigamos com alguém e punimos a pessoa com nosso silêncio. Passam-se os dias, os meses, os anos.
E continuamos com a punição. Aí a pessoa morre.
O que acontece? Quase sempre o remorso nos alcança e começamos a cogitar: "eu devia ter falado com ela."
Para compensar a nossa culpa, vamos à floricultura e compramos muitas flores, para enfeitar o caixão, a sala mortuária, o túmulo.
Teria sido muito mais compensador ter comprado algumas flores antes, um pequeno ramalhete e ter tentado fazer as pazes. Reatar a afeição.
É até possível que a pessoa rejeitasse as flores, as jogasse no chão. E nos desse as costas. Mas, então, o problema não seria mais nosso, mas exclusivamente dela.
Um dos exemplos mais comoventes a respeito do arrependimento por deixar para depois, nos vem de uma carta escrita por uma jovem americana ao namorado.
É mais ou menos assim: "lembra-se do dia em que eu pedi emprestado seu carro novo e o amassei?
Achei que você ia me matar, mas você não me matou.
Lembra-se de quando eu o arrastei para ir à praia, e você disse que ia chover, e choveu?
Pensei que você fosse dizer: ‘eu não a avisei?’, mas você não falou.
Lembra-se da época em que eu paquerava todos os rapazes para lhe fazer ciúmes, e você ficava com ciúmes?
Achei que você fosse me deixar, mas você não me deixou.
E quando deixei cair torta de amora nas suas calças novas?
Pensei que você nunca mais fosse olhar para mim, mas isso não aconteceu.
E quando me esqueci de lhe dizer que o baile era a rigor, e você apareceu de jeans?
Achei que você fosse me bater, mas você não me bateu.
Havia tantas coisas que eu queria fazer para você quando você voltasse do Vietnã...
Mas você não voltou..."

...............

Não permitamos que a morte arrebate a chance de dizermos o quanto amamos as pessoas.
O quanto elas são importantes para nós. Pode ser uma avó, um irmão, um amigo.
Não necessariamente somente pessoas do círculo familiar. Aprendamos a esboçar gestos de amor e a dizer palavras que alimentam a alma do outro.
Mesmo que um dia alguém nos tenha dito que não é bom o outro saber que o amamos, porque se aproveitará de nós.
Mesmo que outro alguém tenha insinuado que parecemos tolos quando ficamos afirmando a intensidade do nosso amor, da nossa amizade e da nossa ternura.
O ser mais perfeito que andou pela Terra, o Mestre Galileu, não temeu demonstrar amor e dizer: "amai-vos como eu vos amei."


Equipe de Redação do Momento Espírita

com base no cap. "O Casulo e a Borboleta",

do livro O Túnel e a Luz,

de Elisabeth Kübler-Ross, ed. Verus.

24/06/2009

Origem e Natureza dos Espíritos

Figura: Mãe e criança, escultura em relevo de Carl Moroder, baseado no quadro homônimo de Gustav Klimt


Pergunta 076. Como podemos definir os Espíritos?


— Podemos dizer que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Eles povoam o Universo, além do mundo material.


Comentário de Kardec: Nota. — A palavra Espírito é aqui empregada para designar os seres extra- corpóreos e não mais o elemento inteligente universal

Pergunta 077. Os Espíritos são seres distintos da Divindade, ou não seriam mais do que emanações ou porções da Divindade, por essa razão chamados filhos de Deus?

- Meu Deus! São sua obra, precisamente como acontece com um homem que faz uma maquina; esta é obra do homem e não ele mesmo. Sabes que o homem, quando faz uma coisa bela e útil, chama-a sua filha, sua criação Pois bem, dá-se o mesmo com Deus: nós somos seus filhos, porque somos sua obra.


Pergunta 078. Os Espíritos tiveram princípio ou existem de toda a eternidade, como Deus?


- Se os espíritos não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus; mas, pelo contrário, são sua criação, submetidos à sua vontade. Deus existe de toda a eternidade, isso é incontestável; mas quando e como ele nos criou não o sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se com isso entendes que Deus, sendo eterno, deva ter criado sem cessar; mas quando e como cada um de nós foi feito, eu te repito, ninguém o sabe; isso é mistério.


Pergunta 079. Uma vez que há dois elementos gerais do Universo: o inteligente e o material, poderíamos dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes são formados do material?


— É evidente. Os Espíritos são individualizações do princípio inteligente, como os corpos são individualizações do princípio material; e a maneira dessa formação é que desconhecemos.


Pergunta 080. A criação dos Espíritos é permanente ou verificou-se apenas na origem dos tempos?


— E permanente, o que quer dizer que Deus jamais cessou de criar.


Pergunta 081. Os Espiritos se formam espontaneamente ou procedem uns dos outros?


— Deus os criou, como a todas as outras criaturas, pela sua vontade; mas repito ainda uma vez que a sua origem é um mistério.


Pergunta 082. É certo dizer que os Espíritos são imateriais?


— Como podemos definir uma coisa, quando não dispomos dos termos de comparação e usamos uma linguagem insuficiente? Um cego de nascença pode definir a luz? Imaterial não é o termo apropriado; incorpóreo, seria mais exalo; pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito deve ser alguma coisa. É uma matéria quintessenciada, para a qual não dispondes de analogias, e tão eterizada que não pode ser percebida pêlos vossos sentidos.


Comentário de Kadec: Dizemos que os Espíritos são imateriais, porque a sua essência difere de tudo o que conhecemos pelo nome de matéria. Um povo de cegos não teria palavras para exprimir a luz e os seus efeitos. O cego de nascença julga ter todas as percepções pelo ouvido, o olfato. o paladar e o tato; não compreende as idéias que lhe seriam dadas pelo sentido que lhe falta. Da mesma maneira, no tocante à essência dos seres super-humanos. somos como verdadeiros cegos. Não podemos defini-los, a não ser por meio de comparações sempre imperfeitas ou por um esforço da imaginação.


Pergunta 083. Os Espíritos terão fim? Compreende-se que o princípio de que eles emanam seja eterno, mas o que perguntamos é se a sua individualidade terá um termo, e se, num dado tempo, mais ou menos longo, o elemento de que são formados não se desagregará e não retornará à massa de que saiu, como acontece com os corpos materiais. É difícil compreender que uma coisa que teve começo não tenha fim.


— Há muitas coisas que não compreendeis porque a vossa inteligência é limitada; mas isso não é razão para as repelirdes. O filho não compreende tudo o que o pai compreende, nem o ignorante, tudo o que o sábio compreende. Nós te dizemos que a existência dos Espíritos não tem fim; é tudo quanto podemos dize por enquanto.

21/06/2009

A montanha da vida

"As dificuldades são como as montanhas. Elas só se aplainam quando avançamos sobre elas."

[Provérbio Japonês]


A vida pode ser comparada à conquista de uma montanha. Como a vida, ela possui altos e baixos. Para ser conquistada, deve merecer detalhada observação, a fim de que a chegada ao topo se dê com sucesso.

Todo alpinista sabe que deve ter equipamento apropriado. Quanto mais alta a montanha, maiores os cuidados e mais detalhados os preparativos.

No momento da escalada, o início parece ser fácil. Quanto mais subimos, mais árduo vai se tornando o caminho.

Chegando a uma primeira etapa, necessitamos de toda a força para prosseguir. O importante é perseguir o ideal: chegar ao topo.

À medida que subimos, o panorama que se descortina é maravilhoso. As paisagens se desdobram à vista, mostrando-nos o verde intenso das árvores, as rochas pontiagudas desafiando o céu. Lá embaixo, as casas dos homens tão pequenas...

É dali, do alto, que percebemos que os nossos problemas, aqueles que já foram superados são do tamanho daquelas casinhas.

Pode acontecer que um pequeno descuido nos faça perder o equilíbrio e rolamos montanha abaixo. Batemos com violência em algum arbusto e podemos ficar presos na frincha de uma pedra.

É aí que precisamos de um amigo para nos auxiliar. Podemos estar machucados, feridos ao ponto de não conseguir, por nós mesmos, sair do lugar. O amigo vem e nos cura os ferimentos.

Estende-nos as mãos, puxa-nos e nos auxilia a recomeçar a escalada. Os pés e as mãos vão se firmando, a corda nos prende ao amigo que nos puxa para a subida.

Na longa jornada, os espaços acima vão sendo conquistados dia a dia.

Por vezes, o ar parece tão rarefeito que sentimos dificuldade para respirar. O que nos salva é o equipamento certo para este momento.

Depois vêm as tempestades de neve, os ventos gélidos que são os problemas e as dificuldades que ainda não superamos.

Se escorregamos numa ladeira de incertezas, podemos usar as nossas habilidades para parar e voltar de novo. Se caímos num buraco de falsidade de alguém que estava coberto de neve, sabemos a técnica para nos levantar sem torcer o pé e sem machucar quem esteja por perto.

Para a escalada da montanha da vida, é preciso aprender a subir e descer, cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem.

Não desistir nunca de uma nova felicidade, uma nova caminhada, uma nova paisagem, até chegar ao topo da montanha.

* * *

Para os alpinistas, os mais altos picos são os que mais os atraem. Eles desejam alcançar o topo e se esmeram.

Preparam-se durante meses. Selecionam equipe, material e depois se dispõem para a grande conquista.

Um desses arrojados alpinistas, Waldemar Nicliewicz, o brasileiro que conquistou o Everest, disse: Quem de nós não quer chegar ao alto de sua própria montanha?

Todos nós temos um desejo, um sonho, um objetivo, um verdadeiro Everest. E este Everest não tem 8.848 metros de altitude, nem está entre a China e o Nepal. Este Everest está dentro de nós.

É preciso ir em busca deste Everest, de nossa mais profunda realização.


Redação do Momento Espírita, baseado em texto

de Valdemar Nicliewicz, colhido da Internet.

Disponível no CD Momento Espírita, v. 6, ed. Fep.

Em 25.03.2009.


17/06/2009

Inteligência e Instinto - Parte 2

Instinto é o olfato da mente.
[Autor Desconhecido]

Pergunta 073. O instinto é independente da inteligência?


— Precisamente, não, porque é uma espécie de inteligência. O instinto é uma inteligência não racional; é por ele que todos os seres provêm às suas necessidades.


Pergunta 074. Pode-se assinalar um limite entre o instinto e a inteligência, ou seja, precisar onde acaba um e onde começa o outro?


—Não, porque eles freqüentemente se confundem; mas podemos muito bem distinguir os atos que pertencem ao instinto dos que pertencem à inteligência.


Pergunta 075. É acertado dizer que as faculdades instintivas diminuem, a medida que crescem as intelectuais?


— Não. O instinto existe sempre, mas o homem o negligencia. O instinto pode também conduzir ao bem; ele nos guia quase sempre, e às vezes mais seguramente que a razão; ele nunca se engana.


Pergunta 075. a) Por que a razão não é sempre um guia infalível?


— Ela seria infalível se não existisse falseada pela má educação, pelo orgulho e egoísmo. O instinto não raciocina; a razão permite ao homem escolher, dando-lhe o livre-arbítrio.


Comentário de Kardec: O instinto é uma inteligência rudimentar, que difere da inteligência propriamente dita por serem quase sempre espontâneas as suas manifestações, enquanto as daquela são o resultado de apreciações e de uma deliberação.

O instinto varia em suas manifestações segundo as espécies e suas necessidades. Nos seres dotados de consciência e de percepção das coisas exteriores, ele se alia à inteligência, o que quer dizer, à vontade e à liberdade.


12/06/2009

O esforço que compensa

"Pelo esforço é que se abre o caminho"
[Virgílio]

O esforço constitui uma realidade sempre presente na vida humana.
Sempre que se trata de realizar alguma conquista, ele se faz necessário.
Qualquer que seja a área da atividade, realizações não surgem do nada.
Os atletas que encantam por suas habilidades têm um histórico de treinos exaustivos.
O sucesso no vestibular pressupõe intensa preparação.
Na faculdade, a obtenção do sonhado diploma exige dedicação e renúncias.
A conquista de uma boa situação profissional também requer muito esforço e persistência.
Quem deseja adquirir bens de valor, e não dispõe da quantia necessária, igualmente se dispõe a ingentes sacrifícios.
Muitos multiplicam horas extras, trabalham nos finais de semana ou mantêm dois ou três empregos para melhorar a própria situação financeira.
Mas ninguém considera tais sobrecargas como um mal ou um castigo.
As lutas e renúncias envolvidas na conquista do que se almeja são encaradas de forma positiva, por mais desgastantes que se apresentem.
Entende-se que conquistas relevantes pressupõem algum esforço.
É preciso sair da zona de conforto e fazer algumas renúncias para ver os próprios projetos realizados.
Trata-se da tranquila aceitação de um aspecto da lei do mérito que rege o Universo.
Apenas convém ampliar o alcance dessa aceitação.
Urge compreender que o esforço também constitui combustível imprescindível em termos de evolução espiritual.
Sem esforço, o ser permanece como sempre foi.
Para seguir adiante, é preciso empenho.
As conquistas materiais são respeitáveis e correspondem a aspectos importantes da vida humana.
Na luta por títulos acadêmicos, boa situação profissional ou mesmo por bens, a inteligência e a vontade se desenvolvem.
Contudo, por importante que seja o que se logrou obter em termos humanos e materiais, isso inevitavelmente ficará para trás.
Tudo o que é material é passageiro e precário.
Ninguém logrará levar seus títulos e posses no retorno à Pátria espiritual.
Mas os tesouros espirituais, esses jamais se perdem.
Bondade, pureza, amor ao trabalho, honestidade, humildade, paciência e capacidade de perdoar são conquistas imperecíveis.
Quem conseguir incorporá-las em seu ser jamais deixará de possuí-las.
O homem virtuoso leva em seu íntimo um tesouro de paz para onde quer que vá.
Por certo é necessário esforçar-se para ser digno e bondoso, notadamente em um mundo ainda marcado pela corrupção.
Entretanto, esse esforço realmente compensa.
Afinal, ele viabiliza deixar para trás as experiências dolorosas inerentes aos estágios mais primários da evolução.

Pense nisso!

Redação do Momento Espírita.

Em 18.03.2009

10/06/2009

Inteligência e Instinto - Parte 1

"O mistério não é um muro onde a inteligência esbarra, mas um oceano onde ela mergulha"
[Gustave Thibon]


Pergunta 071. A inteligência é um atributo do princípio vital?


— Não; pois as plantas vivem e não pensam, não tendo mais do que a vida orgânica. A inteligência e a matéria são independentes, pois um corpo pode viver sem inteligência, mas a inteligência não pode manifestar-se por meio dos órgãos materiais: somente a união com o espírito dá inteligência à matéria animalizada.


Comentário de Kardec: A inteligência é uma faculdade especial, própria de certas classes de seres orgânicos aos quais dá, com o pensamento, a vontade de agir, a consciência de sua existência e de sua individualidade, assim como os meios de estabelecer relações com o mundo exterior e de prover às suas necessidades.

Podemos fazer a seguinte distinção: l.°) os seres inanimados, formados somente de matéria sem vitalidade nem inteligência: são os corpos brutos; 2.°) os seres animados não-pensantes, formados de matéria e dotados de vitalidade, mas desprovidos de inteligência; 3.°) os seres animados pensantes, formados de matéria, dotados de vitalidade e tendo ainda um princípio inteligente que lhes dá a faculdade de pensar.


Pergunta 072. Qual é a fonte da inteligência?


— Já dissemos: a inteligência universal.


Pergunta 072. a) Poderíamos dizer que cada ser tira uma porção de inteligência da fonte universal e a assimila, como tira e assimila o princípio da vida material?


— Isto não é mais do que uma comparação; mas não exala, porque a inteligência é uma faculdade própria de cada ser e constitui a sua individualidade moral. De resto, bem o sabeis, há coisas que não é dado ao homem penetrar, e esta, por enquanto, é uma delas.

07/06/2009

Agenda Reforma Íntima

"O lar é uma escola, em que somos, na Terra, aprendizes e professores uns dos outros." [Emmanuel, psicografado por Chico Xavier]

Meta do Mês: Combater o Egoísmo: Indiferença e Ingratidão

Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens, sendo manifestos como carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne do coração.
Paulo (2 Coríntios, 3:2-3)

Meta da Semana: Combater a indiferença no lar

Como: Mesmo assoberbado, dispense atenção e carinho aos familiares.

Sugestão de prece diária: Prece pelos familiares queridos, para que tenham fé e bom ânimo.

Quem quiser, desde esta vida, ir aproximando-se da perfeição moral, deve expurgar o seu coração de todo sentimento de egoísmo, visto ser o egoismo incompatível com a justiça, o amor e a caridade.
Allan Kardec (O Livro do Espíritos, 83. ed., perg. 913)

Exercicío da semana: Balanço diário das ações

Em uma folha de papel (de preferência sua agenda ou um caderno só para esses exercícios), liste 3 ações negativas que denotaram egoísmo de sua parte.
Liste, na mesma folha, 3 ações positivas que denotaram abnegação, renúncia e solidariedade de sua parte.

Reflita sobre cada ação, e busque ter mais atenção para não repetir as ações negativas e, se possível, peça desculpas por elas.

E PARABÉNS pelas ações positivas! É esse mesmo o caminho!!! Repita sempre e sempre esse comportamento lindo que você teve!

05/06/2009

Onde encontrar Deus

"O que nós somos é o presente de Deus a nós. O que nós nos tornamos é nosso presente a Deus."
Eleanor Powell


Certo dia, um homem do povo desejou tornar-se santo. Ansiava encontrar Deus.

Adentrou o quarto onde repousava a esposa e o filhinho, olhou-os uma derradeira vez e partiu.

Ao cerrar a porta, uma voz íntima lhe disse: Não partas! É aqui que está Deus.

Mas o homem não escutou.

Vagou por caminhos desconhecidos e buscou a Divindade em diversos templos.

Na sua jornada, passou por lugares onde o incêndio devorara gulosamente as casas, e muitos seres suplicavam auxílio.

Estou aqui. Por que te afastas de mim? - clamou a voz na consciência.

Contudo, o homem a sufocou.

Buscou o templo real, construído com milhões e milhões de moedas de ouro. Contemplou o rei e sua corte, genuflexos em ricas almofadas. Vibrou com a beleza e a arte do suntuoso local.

Entretanto, por mais permanecesse ali, não sentia a alegria do convívio superior em sua alma. Sua busca não havia chegado ao fim.

Retornou às estradas poeirentas. Então, numa dobra do percurso, encontrou um homem sentado na relva. Ao seu redor se reuniam muitas pessoas como abelhas em torno de uma flor.

O homem inquieto observou o outro com vagar. Durante horas, aquele ser ouviu a dor alheia, enxugou olhos lacrimejantes, limpou feridas, abraçou crianças, socorreu a fome da alma.

Vez ou outra, ante um quadro de maior aflição, retirava de um saco de viagem moedas, roupas ou medicamentos.

Durante todo o tempo, falava da paz que é conquista, da paz que é proporcionada pela doação ao outro, pelo dever retamente cumprido.

A uma mulher que lhe confessou os dissabores no lar, ante o marido indiferente, ele recomendou maior dedicação no retorno ao lar.

À outra que lhe confessava, envergonhada, os erros cometidos, no tocante à fidelidade, recordou as palavras do Sábio da Galiléia: Vai e não tornes a errar.

Finalmente, o homem inquieto se aproximou do outro, chamando-o santo, e indagou-lhe de como poderia encontrar Deus.

Afinal, já se haviam dobrado os anos e ele nada conseguira, senão o acréscimo da angústia e da insatisfação!

Não sou santo - respondeu o outro. Apenas alguém que encontrou um Modelo e Guia e O segue. Falo do maior dos Mestres, Jesus.

Seu ensino é de amor. Por isso, retorna ao teu lar, atende a tua esposa, educa teu filho. Socorre teu irmão.

Porque Deus se encontra no lavrador que rasga a terra dura e semeia. Deus está no operário que quebra pedras, abrindo veredas novas aos viandantes. Deus está em todos, nos dias de sol ou de chuva.

Deus está onde está o homem, produto do Seu amor.

O homem ansioso voltou sobre os próprios passos, adentrou o lar, reencontrou e abraçou os seus deveres.

Foi então que a voz tornou a se fazer ouvir: Estou aqui.Por que não me atendes?

Dessa vez, ele escutou e permitiu-se plenificar de felicidade. Sua busca chegara ao fim.

* * *

Suportando o fardo das provações e dissabores, padecendo injustiças e aflições superlativas que te desanimam, pensa que estás, mesmo assim, perto de Deus.


Se seguires sem receio, alcançarás a meta da felicidade, sempre perto de Deus.

Redação do Momento Espírita, com base, para o pensamento final, do verbete Deus do

livro Repositório de sabedoria, v.1, pelo Espírito Joanna de Ângelis,

psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

Em 17.03.2009.

03/06/2009

A Vida e a Morte - Parte 2

"Você possui apenas aquilo que não perderá com a morte; tudo o mais é ilusão."
[Autor desconhecido]



Pergunta 070. Em que se transformam a matéria e o principio vital dos seres orgânicos após a morte?


— A matéria inerte se decompõe e vai formar novos seres; o princípio vital retorna à massa.


Comentário de Kardec: Após a morte do ser orgânico, os elementos que o formavam passam por novas combinações, constituindo novos seres que haurem na fonte universal o principio da vida e da atividade. absorvendo-o e assimilando-o, para novamente o devolverem a essa fonte, logo que deixarem de existir.

Os órgãos estão, por assim dizer, impregnados de fluido vital. Esse fluido dá a todas as partes do organismo uma atividade que lhes permite comunicarem-se entre si, no caso de certas lesões, e restabelecerem funções momentaneamente suspensas.

Mas quando os elementos essenciais do funcionamento dos órgãos são destruídos ou profundamente alterados, o fluido vital não pode transmitir-lhes o movimento da vida, e o ser morre.

Os órgãos reagem mais ou menos necessariamente uns sobre .os outros; é da harmonia do seu conjunto que resulta essa reciprocidade de ação. Quando uma causa qualquer destrói esta harmonia, suas funções cessam, como o movimento de um mecanismo cujas engrenagens essenciais se desarranjaram; como um relógio gasto pelo uso ou desmontado por um acidente, que a força motriz não pode pôr em movimento.

Temos uma imagem mais exata da vida e da morte num aparelho elétrico. Esse aparelho recebe a eletricidade e a conserva em estado potencial, como todos os corpos da Natureza. Os fenômenos elétricos, porém, não se manifestam, enquanto o fluido não for posto em movimento por uma causa especial, e só então se poderá dizer que o aparelho está ativo. Cessando a causa da atividade, o fenômeno cessa; e o aparelho volta ao estado de inércia. Os corpos orgânicos seriam, assim, como pilhas de aparelhos elétricos, nos quais a atividade do fluido produz o fenômeno da vida: a cessação dessa atividade ocasiona a morte.

A quantidade de fluido vital não é a mesma em todos os seres orgânicos: varia segundo as espécies, e não é constante no mesmo indivíduo, nem nos vários indivíduos de uma mesma espécie. Há os que estão, por assim dizer, saturados do fluido vital, enquanto outros o possuem apenas em quantidade suficiente. É por isso que uns são mais ativos mais enérgicos e, de certa maneira, de vida superabundante.

A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se incapaz de entreter a vida se não for renovada pela absorção e assimilação de substâncias que o contem.

O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que o tem em maior quantidade pode dá-lo ao que tem menos e, em certos casos, fazer voltar uma vida prestes a extinguir-se.

31/05/2009

Agenda Reforma Íntima

"Tudo depende de como olhamos para as coisas, e não de como elas são em si mesmas."
[Carl G. Jung]

Meta do Mês: Desenvolver abnegação, renúncia e solidariedade.

A solidariedade é, desse modo, um compromisso interior assumido livre e espontaneamente, mediante o qual as pessoas se comprometem a ajudar-se reciprocamente na efetivação de esforçoes: todos por um e um por todos
Joanna de Ângelis (Estudos Espíritas, 5. ed., p. 100-101)

Meta da Semana: Desenvolver a Solidariedade

Como: Compreender que nínguém vive sozinho e que precisamos uns dos outros. Desenvolver o sentimento de amor fraterno por todas as criaturas.

Sugestão de prece diária: Prece de amor aos semelhantes.

"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor"
Paulo(1 Coríntios, 15:58)

Exercicío da semana: Balanço diário das ações

Em uma folha de papel (de preferência sua agenda ou um caderno só para esses exercícios), liste 3 ações negativas que denotaram egoísmo de sua parte.
Liste, na mesma folha, 3 ações positivas que denotaram abnegação, renúncia e solidariedade de sua parte.

Reflita sobre cada ação, e busque ter mais atenção para não repetir as ações negativas e, se possível, peça desculpas por elas.

E PARABÉNS pelas ações positivas! É esse mesmo o caminho!!! Repita sempre e sempre esse comportamento lindo que você teve!

29/05/2009

Num mundo melhor

"Melhorar o mundo é melhorar os seres humanos. A compaixão é a compreensão da igualdade de todos os seres, é o que nos dá força interior. Se só pensarmos em nós mesmos, nossa mente fica restrita. Podemos nos tornar mais felizes e, da mesma forma, comunidades, países, um mundo melhor. A medicina já constatou que quem é mais feliz tem menos problemas de saúde. Quando cultivamos a compaixão temos mais saúde".

S.S. Dalai Lama


Notícia surpreendente ganhou dimensão nacional.

Uma família abrigada numa residência temporária, após perder sua casa numa grande enchente - que também lhes levou três entes queridos - viveu uma experiência única.

A menina mais nova da família, de 5 anos, brincava ao lado de algumas roupas doadas, quando descobriu, dentro da manga de um casaco de pele, a quantia de vinte mil reais em dinheiro.

Mostrou então para o avô, que se admirou com o achado.

Paramos aqui a narrativa para perguntar: O que você faria numa situação dessas?

Entenderia como estando ali a solução de grande parte dos problemas financeiros?

Agradeceria a Deus pela suposta bênção, entendendo que foi intencional terem deixado esse valor para quem recebesse a vestimenta?

Numa situação de extrema necessidade como essa, o que você pensaria, e qual atitude tomaria?

Bem, vejamos a resolução da família: o avô, imediatamente, foi investigar de onde vieram as doações. Sabia, mais ou menos, de que cidade haviam chegado, e foi procurar o doador.

Sim... Admiravelmente, ele foi devolver o dinheiro ao dono.

Segundo suas próprias palavras: Se o dinheiro fosse entregue nas minhas mãos, teria aceitado com certeza, pois agora precisamos. Mas é uma questão de criação. fui educado assim e estou com a consciência limpa, disse ele, que recebeu mil reais como recompensa pela honestidade.

* * *

Atitudes como essas devem ser festejadas, devem ganhar dimensão internacional, pois representam o que há de melhor na alma humana.

Quantos de nós devolveríamos esse valor?

Num momento de tanta tristeza e necessidade, quem se dignaria a pensar na pessoa que perdera a quantia significativa, enquanto fazia doações fraternas? Quantos?

Nesses momentos é que a alma humana mostra a grandeza, que jaz latente em sua consciência.

É passando por essas provações, que o Espírito em aprendizado vence, cresce, e adquire as credenciais necessárias para viver num mundo melhor.

Mundo esse que poderá ser aqui e agora, para aqueles que ficarem e puderem presenciar os primeiros raios de sol da Nova Era, da Era da Regeneração.

No mundo de regeneração, para o qual a Terra caminha, atitudes como essa serão comuns, habituais.

Isso porque o bem irá prevalecer, sem dúvida, sem titubear, em cada decisão importante na esfera moral.

Num mundo melhor a honestidade será habitual, será prática espontânea, assim como foi com esse avô.

A honradez virá de criação, da cultura familiar mais bem estruturada, dos valores nobres que a nova geração já está passando aos que chegam.

Num mundo melhor, a consciência poderá repousar mais tranquila, pois não irá carregar a mentira, a infidelidade, o crime.

Aprendamos com exemplos assim.

Vejamos na notícia um convite para a modificação profunda em nosso ser. Vejamos como um lembrete do que é ser bom e íntegro.

Num mundo melhor... que está sendo construído agora... tudo isso será possível.


Redação do Momento Espírita .

Em 16.03.2009.

27/05/2009

A Vida e a Morte - Parte 2

"O dia que chegar, chegou. Pode ser hoje ou daqui a 50 anos. A única coisa certa e que ela vai chegar."
[Ayrton Senna - Sobre a Morte]

Pergunta 070. Em que se transformam a matéria e o principio vital dos seres orgânicos após a morte?


— A matéria inerte se decompõe e vai formar novos seres; o princípio vital retorna à massa.


Comentário de Kardec: Após a morte do ser orgânico, os elementos que o formavam passam por novas combinações, constituindo novos seres que haurem na fonte universal o principio da vida e da atividade. absorvendo-o e assimilando-o, para novamente o devolverem a essa fonte, logo que deixarem de existir.

Os órgãos estão, por assim dizer, impregnados de fluido vital. Esse fluido dá a todas as partes do organismo uma atividade que lhes permite comunicarem-se entre si, no caso de certas lesões, e restabelecerem funções momentaneamente suspensas.

Mas quando os elementos essenciais do funcionamento dos órgãos são destruídos ou profundamente alterados, o fluido vital não pode transmitir-lhes o movimento da vida, e o ser morre.

Os órgãos reagem mais ou menos necessariamente uns sobre .os outros; é da harmonia do seu conjunto que resulta essa reciprocidade de ação. Quando uma causa qualquer destrói esta harmonia, suas funções cessam, como o movimento de um mecanismo cujas engrenagens essenciais se desarranjaram; como um relógio gasto pelo uso ou desmontado por um acidente, que a força motriz não pode pôr em movimento.

Temos uma imagem mais exata da vida e da morte num aparelho elétrico. Esse aparelho recebe a eletricidade e a conserva em estado potencial, como todos os corpos da Natureza. Os fenômenos elétricos, porém, não se manifestam, enquanto o fluido não for posto em movimento por uma causa especial, e só então se poderá dizer que o aparelho está ativo. Cessando a causa da atividade, o fenômeno cessa; e o aparelho volta ao estado de inércia. Os corpos orgânicos seriam, assim, como pilhas de aparelhos elétricos, nos quais a atividade do fluido produz o fenômeno da vida: a cessação dessa atividade ocasiona a morte.

A quantidade de fluido vital não é a mesma em todos os seres orgânicos: varia segundo as espécies, e não é constante no mesmo indivíduo, nem nos vários indivíduos de uma mesma espécie. Há os que estão, por assim dizer, saturados do fluido vital, enquanto outros o possuem apenas em quantidade suficiente. É por isso que uns são mais ativos mais enérgicos e, de certa maneira, de vida superabundante.

A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se incapaz de entreter a vida se não for renovada pela absorção e assimilação de substâncias que o contem.

O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que o tem em maior quantidade pode dá-lo ao que tem menos e, em certos casos, fazer voltar uma vida prestes a extinguir-se.

24/05/2009

Agenda Reforma Íntima

"Solidariedade, amigos, não se agradece, comemora-se."
[Betinho]


Meta do Mês: Desenvolver abnegação, renúncia e solidariedade

"Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes"
Paulo (1 Coríntios, 15:33)

Meta da Semana: Desenvolver a solidariedade

Como: Compartilhar das alegrias e vitórias do semelhante sem o sentimento de inveja ou ciúme.

Sugestão de prece diária: Prece rogando auxílio ao anjo da guarda para combater a inveja.

"Também são solidariedade o auxilio, o socorro, a assistência e a simpatia dos Espíritos Superiores pelos que estão em marcha na retaguarda."
Juvanir Borges de Souza (Tempo de Renovação, p.138).

Exercicío da semana: Quadro de defeitos e virtudes

Realize o exercício em uma folha de papel (de preferência sua agenda ou um caderno só para esses exercícios).

liste 3 defeitos nascidos dos egoísmo e que estão impedindo o seu progresso moral.
Liste, na mesma folha, 3 avirtudes filhas da Caridade que você procurará exercitar a benefício de sua reforma íntima!

E PARABÉNS pela disposição em cultivar essas virtudes! Pois elas, naturalmente, o auxiliarão a crescer cada dia mais, rumando para a perfeição!